quinta-feira, 13 de novembro de 2008
Mais dicas de preparação: respiração
No canto, usamos basicamente a respiração diafragmática - já que o diafragma é uma espécie de "reservatório" de ar. Como aprendemos na aula de ciências, ele se localiza abaixo das costelas. Sabe quando inspiramos profundamente e a barriga estufa? É o diafragma enchendo-se de ar!
Um cantor deve treinar o controle da saída de ar do diafragma. Um dos exercícios mais "famosos" para isso são: inspirar profundamente e soltar o ar em "s", aumentando cada vez mais o tempo para isso (4 tempos, 8 tempos, 12 e assim por diante), sendo que o término do ar tem que casar com o término do tempo. Também usamos bastante o "stacatto": respiração profunda, enchendo o diafragma de ar e expirando-o em breves contrações do músculo.
No próximo post sobre saúde: ressonância do canto
UPDATE
Observação do Fabrizio, corrigindo os conceitos. Muito obrigada, cara!
"Ola! Adoro seu blog! O diafragma é um musculo, portanto ele nao tem como se encher de ar... Para inspirar podemos usar o musculo diafragma ou os musculos intercostais (costelas) para encher os pulmoes de ar. A respiracao diafragmatica é mais efetiva, portanto cansa menos e garante mais ar nos pulmoes. Grande abraco!"
terça-feira, 11 de novembro de 2008
Redescobrindo a relação
É pra comemorar - e muito - conseguir um emprego em uma multi-nacional em plena época de crise mundial. E, ainda por cima, de meio período - o que vai me permitir continuar com todas as atividades musicais. Carteira assinada, benefícios, chance de crescimento... não tenho do que reclamar.
É impressionante como minha relação com a música mudou desde que fui efetivada nesse trabalho! Numa analogia "psicanalítica", é como se algo incendiasse novamente um casamento que tinha caído na rotina: muita obrigação, muita discussão e pouco tesão... e, de repente, me pego tocando violão e baixo, cantando, tirando músicas pelo puro prazer de tocar, não pela obrigação de ter estudar isso ou aquilo.
Voltei a tocar músicas que eu realmente gosto, não apenas as que eu preciso estudar para apresentar. Estou me sentindo na adolescência de novo, quando a primeira coisa que fazia quando chegava em casa era pegar o violão - isso quando não levava o violão pra escola e matava aula pra compor. Voltei a pensar em um show especial para lançar as músicas do "Cinco minutos de fama" (aliás, várias delas compostas nessas "cabuladas" de aula). Tirei dos ombros da música o peso de ser um ganha-pão para coroá-la com a condição exclusiva de "pura expressão da minha alma".

Acredito que também voltarei a compor com mais freqüência - pois terei uma toda uma realidade nova para explorar. Muitas pessoas novas pra conhecer (e cada pessoa é um universo). Novos conhecimentos, novos desafios, novas preocupações. Adoro isso.
Sou desde já grata à minha carteira de trabalho assinada. Não apenas pela graninha fixa no fim do mês, mas, principalmente, por salvar meu casamento com a música, que andava tão chocho!
E que comece o treinamento!
Post novo
Como diria o mestre Abravanel: "Aguardemmmmmmmmmmmmmmmmm"
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
Chique
terça-feira, 4 de novembro de 2008
Gringos... e bêbados

Falando em "consideravelmente bêbado", é notório que a relação que os gringos têm com a bebida é diferente da relação do brasileiro. Para encurtar razões, via de regram, gringo bebe, mas bebe MUITO mais do que o brasileiro - especialmente os europeus.
Uma vez, uns amigos foram tocar em um evento em um hotel chiquérrimo. Mulheres de longo, homens de terno e gravata, repertório ensaiadíssimo, tudo muito elegante.
O Piano Bar já estava um pandemônio quando meus amigos chegaram. Gente gritando em várias línguas (algumas já incompreensíveis), gente tropeçando em total contraste com a costumeira sobriedade (até exagerada) do lugar em outras ocasiões. Eles, músicos experientes, montam seu equipamento numa boa, rindo para um ou outra criatura que chega perto deles cambaleante, com um copo na mão e fala;

Um outro disse, sem cerimônia:

E assim por diante. Eis que começa o show. Garota de Ipanema, Desafinado, Corcovado, Águas de Março, O barquinho... e o povo gritando, aplaudindo e bebendo.
Aí chegou a hora dos sambas: Foi um rio que passou em minha vida, Quem te viu, quem te vê, o bêbado e a equilibrista... todos em uma versão mais acelerada, bem viva, bem vibrante. E eis que de repente, não mais que de reprente, um grupo relativamente grande se levanta, pega suas cadeiras, colocam-nas no meio do piano bar... e começam a brincar de "dança da cadeira". Um outro subiu na mesa. Um outro caiu no meio do bar. A banda anunciou um intervalo.
Os gerentes, com muito jeitinho, um a um, foram acalmando os ânimos do povo na conversa.
Depois dizem que maloca é coisa só de brasileiro...

Tá aí minha cantora predileta da atualidade que não me deixa mentir!
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
Corporativismo
Conseguiu uma entrevista numa empresa. Surpreendentemente, estava tranqüila. Foi muito bem em todas as etapas. Um dos entrevistadores disse:
- Talvez você não encontre o ambiente com o qual você está acostumada. Você vai ter que se manter motivada e fazer o possível pra contagiar as pessoas - mesmo quando parecer que essas pessoas estiverem meio contra você. Dentro de um mesmo grupo, você vai ter que lidar com opiniões muito diferentes, sempre vai ter aquele que não vai trabalhar direito, que vai destoar do objetivo principal... e você vai ter que estar preparada para lidar com isso, tendo que focar um objetivo e fazer de tudo para atingi-lo e fazer com que o grupo também o atinja. Vai ter que lidar com pessoas, às vezes, meio estúpidas, meio despreparadas, que vão te colocar no limite. Isso é um ambiente empresarial... você acha que está emocionalmente preparada para isso?
Muito tranqüilamente, ela respondeu:
- Se o senhor não tivesse dito que essa é a descrição de um ambiente corporativo, diria sem pensar duas vezes que estávamos falando da experiência de ter uma banda tocando em barzinhos! Ou, talvez, um grupo de teatro. Não só estou emocionalmente preparada, como digo que isso já é parte da minha rotina de trabalho. Motivação, objetividade, contagiar pessoas, lidar com diferenças... o que pode ser mais relevante para um profissional da arte?
- Meus parabéns. A vaga é sua.
domingo, 2 de novembro de 2008
Tirinha sensacional

"Brinquedo de papel machê" foi ótimo!!!
Confiram outras tirinhas no site do cara que vale a pena!
