
Ir em algum show na companhia de um músico nunca é um bom negócio. Nós somos chatos, detalhistas, temos prazer em perceber os erros, falhas, e contar pra todo mundo. Não conseguimos simplesmente desligar o lado profissional e curtir o show como público, sem maiores exigências. Dizemos que o som está abafado, que o cabo está com mau contato, que o baterista atrasou o andamento, que o cantor errou a letra, criticamos, criticamos, criticamos, somos cri cri até.
É a mesma raiva de um ator assistindo à interpretação de um canastrão, de um chef provando um prato sem sabor, de um engenheiro percebendo falhas na obra ou de um médico deparando-se com um diagnóstico errado.
De vez em quando elogiamos também - às vezes com uma pontinha de inveja de não estar em cima do palco. Quando o show é bom, ficamos com a alma lavada, voltamos para casa felizes, renovados. E, claro,com um novo estímulo para largar de preguiça e voltar a estudar escalas e harmonias.
Amigos que não são músicos, tentem ter paciência com a gente! Somos chatos assim porque amamos esse lance de estar em cima do palco, fazendo algo que, se não vai mudar o mundo, vai fazer as pessoas felizes (pelo menos por uns minutinhos)... e é revoltante ver essa mágica ser mal executada por desleixo, incompetência ou qualquer outra razão. Música é nosso amor, e sempre queremos o melhor para quem a gente ama, certo?
E, sim, o Tiago tem toda a razão: a mizinha SEMPRE está desafinada. E tenho dito!








Deu vontade de colocar uma camiseta da Fatto, um tênis New Balance e ir pro barzinho? 











O pedido veio de uma piquininha com um baita ursinho Puff nas costas, em forma de mochila. Sapatinho rosa, cabelos castanhos lisos, com franjinha. Um sorrisão no rosto.












