sábado, 27 de setembro de 2008

Guardanapos acumulados

Faz tempo, né?
Então, sem mais delongas, vamos a eles:



Abrindo a série, um dos melhores de todos os tempos! "Eza gepa do Cazuza????? Que raio de música é essa???? Tá escrito de trás pra frente???? Que que é isso???". Aí, ao ler "Exagerado" no set list, liguei as coisas!!!! CENÇASSIONAU!!!


"1ª opção, A Barata, 2ª opção, Mamonas (menos Uma Arlinda Mulher)". Tipo assim... pagode no Canuck's é só aos domingos. Sexta-feira é pop rock, galera! Mas Mamonas tá garantidíssimo! Semana passada foi "Uma Arlinda Mulher" e, dessa vez, "Chopis Centis". Esse pessoal é bem legal! Senti falta deles nessa sexta!

Mea culpa. Dessa lista só foi One, do U2.

Aviões do Forró? Não, obrigada (mas valeu o cachinho de uvas desenhado!). Passemos ao Roberto Carlos, então! "Negro gato" pra vocês!

Opaaaaaaaaa!! Nirvana é especialidade da casa (embora a gente saiba que é uma regravação de um som do David Bowie, né?)


Mea culpa, mea culpa, mea culpa. Preciso tirar urgentemente essa música!

Hummmmm... essa música num mísero violãozinho é complicado. Mas que tal Patience? O Renato, fãzaço do Guns, gostou também!

"More than words para uma amiga apaixonada". Ah, que fofos!


Qualquer uma do Doors? Love me 2 times!


Tempos modernos. Que música linda! Foi meio chutada, não me lembrava dela muito bem. Mas valeu!

Outra música que eu preciso tirar com urgência: Cássa Eller, Luz dos Olhos...


"Eu vou roubar essa mulher pra mim - Charle Brau". Seria "Proibida pra mim", do Charlie Brown? Sim! O Nelson me ajudou a lembrar a primeira estrofe e tirei os acordes na hora! Boa música pra cantar no barzinho. Todo mundo cantou junto!

Até os próximos guardanapos!

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Voltando... de novo


Como vocês já devem estar acostumados, eu, vergonhosamente, peço desculpas por ter largado o blog ao deus-dará... e, mais uma vez, voltamos e tentaremos manter um rítmo minimamente regular de postagens, fazendo o blog renascer das cinzas mais uma vez.

Tentando justificar o injustificável, dois fatores contribuíram bastante para que eu deixasse o blog de lado: a pré-produção do Cinco Minutos de Fama, os ensaios e apresentações do Forcloreano.
Oportunidade de fazer ARTE, coisa que, infelizmente, nem sempre conseguimos no barzinho. Som de barzinho é entretenimento, ganha-pão, farra, diversão. Isso não deixa de ter sua importância. Mas tem horas que é necessário mais para a gente ser feliz como artista.
Então, não vou - nem posso - fechar as portas para os barzinhos. Mas a tendência é um afastamento gradual, por uma necessidade cada vez mais urgente de fazer Arte.
Muito obrigada a todos vocês que não deixaram de visitar o blog!
Teremos mais posts em breve!

No "Pedaço da Vila"


Luxoooooooooooooooooooooooooooooooo!!!!!
Valeu Denise!! Valeu Adriano!!!
O jornal "Pedaço da Vila" é distribuido gratuitamente em toda a Vila Mariana, com uma tiragem de 11.000 exemplares mensais. Esta matéria saiu na edição de setembro/08.

Playboyzada bêbada

Sábado à noite, show fechado na última hora, cachê negociado, equipamento ligado e a apresentação rolando. Barzinho quase vazio: só uma família e um casalzinho muito simpático curtindo o som. Noite fria em Sampa, rua meio deserta... mas as poucas pessoas estavam dando um feedback gostoso e o show estava rolando bem. Até que eles entraram.
Uns carinhas e umas meninas bem vestidos, uns 20 mais ou menos. Carrinho importado, cigarro na mão. Pediram uma rodada. E, pra acompanhar, vodca com energético. Muita vodca. E mais vodca. E mais vodca.
A cantora fez seu segundo intervalo. Pegou seu lanche, que já estava pronto e começou a comer com vontade, pois estava morrendo de fome. Sentada à mesa, de costas para o palco, ouve uma voz falando ao microfone. Vira-se e não acredita no que vê.



Simplesmente deu de cara com uma das meninas da turma da playboyzada - a essa altura já completamente bêbada - em cima do palco, ligando o SEU microfone, com um copo descomunal de (muita) vodca com (pouco) energético na mão.



They try to make me go to rehab and I say no, no, no...

Largou o lanche. Contou até três. Contou de novo até três. Contou até cinco. Contou até três de novo. Dirigiu-se à criatura embriagada que cantava horrendamente uma música qualquer pelo bar (o microfone era sem fio) contando até cinco mais uma vez. Ainda não tinha a certeza de que ia conseguir se controlar para não dar na cara da patricinha. Mas seu lado atriz controlou a situação dizendo, com delicadeza infantil, para o ser oxigenado que achava que estava abafando:



- Devolve o brinquedinho da tia, devolve, meu amor?


Um dos carinhas achava que tinha a voz do Tim Maia. Os outros 19 disseram que sim. Pediram mais vodca. E o Tim Maia quis cantar "Azul da cor do mar" no palco. Certamente, se estivesse sóbrio, não teria se saído mal.


Antes que aquilo virasse uma zona mais escabrosa, a cantora cantou até cinco de novo e reassumiu seu posto. Outros seis subiram ao palco feito chacretes. Ela contou até cinco mais uma vez e buscou, em seu repertório, as músicas mais animadas para aquele povo não parar de dançar - assim os manteria ocupados. E foi um tal de emendar Beatles com Raimundos, com Mamonas, com Glória Gaynor, com Kid Abelha, com Celly Campello, com Jorge Ben, com Roupa Nova...

Eu perguntava "Do you wanna dance?", E te abraçava "Do you wanna dance?"...

A patricinha que roubou seu microfone quis por que quis permanecer no palco, cantando algumas estrofes e alguns refrões. A cantora ficando bêbada só com o bafo de vodca da menina. E rezando para todos os santos e entidades para que aquele MALDITO copo não entornasse em cima das suas partituras e menos ainda em cima do seu equipamento.


Meia hora depois eles pagaram suas comandas, pegaram as chaves do carro e foram para outra balada. E a cantora desejou ardentemente que a polícia os parasse e levasse todo mundo preso numa blitz da lei seca. E, finalmente, terminou seu show e seu lanche.

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Mártires modernos


Amy Winehouse é a criatura martirizada da vez. Neste começo de fim de década, ela foi eleita para expurgar os males da sua geração com seus próprios tormentos. Toda a imprensa procura suas imagens em momentos de loucura, fragilidade, dor e decadência. Existem "bolões" que especulam a data de sua morte. Existe uma indústria paralela se alimentando de toda a tristeza dessa moça.
Acho que, posto isso, cabem algumas questões. Por que Amy foi a escolhida desta vez? Por que sempre existe essa necessidade de se achar o mártir de uma geração? Por que que, quanto mais alguém nessas condições se aproxima do fundo do poço, maior parece ser a torcida para que essa pessoa se detone de vez?
Vamos tentar responder aos poucos.
Quem tiver sugestões e quiser deixar seu ponto de vista nos comentários, esteja à vontade! A tribuna é de vocês!

sábado, 5 de julho de 2008

A propósito

Você, musicista, o que costuma responder aos idiotas que vêm com essa cretina e manjadíssima frase de mau gosto:


- Toca uma pra mim?



Toda musicista já ouviu isso... e, se não ouviu, já pode ir preparando uma resposta, pois, pode ter CERTEZA de que, infelizmente, VAI ouvir.

Paquera de bêbado - round 1 (fight!)

Introdução feita e comentada alguns posts abaixo, vamos às histórias cabulosas.



Uma amiga de um amigo foi tocar em um lançamento de um livro. Festa open bar. Uísque importado, cerveja da mais cara, champanhes, vinhos, vodcas... tudo do bom, do melhor e com fartura. Não deu uma hora de festa e 97,5% das pessoas do recinto estava caindo de bêbada (os outros 2,5% eram os músicos que tocariam depois e os garçons). Casa absolutamente abarrotada (diz que tem um rega-bofe de graça pra ver se não lota!), mal se podia andar lá. Esse era o cenário.

O show dessa amiga de um amigo foi um sucesso! O público realmente curtiu o repertório, aplaudiu bastante, pediu bis. Ok, estavam bêbados, mas o importante é que gostaram. Feliz, após terminar seu set, teve que encarar a muvuca etílica para ir até o caixa receber sua paga. Foi um trajeto, digamos, peculiar.

Dois garotos que, provavelmente, tinham acabado de fazer dezoito anos e estavam ainda levemente alcoolizados, disseram que ela era linda, cantava divinamente e merecia um beijinho duplo em cada bochecha. Simpáticos. Quiseram até tentar puxar papo mas, ao virem uma aliança DESSE TAMANHO na mão direita dela elogiaram mais uma vez o repertório, agradeceram a simpatia e a atenção dela, despediram-se e foram procurar quem estivesse a fim de uns beijinhos mais ao centro do rosto.

Esgueirando-se entre a muvuca, um camarada bastante bêbado pediu um selinho. Se ela estivesse fumando, provavelmente, o álcool do bafo, ao encontrar a brasa do cigarro, queimaria seu rosto. Seguiu-se o brilhante diálogo:

- Na boa, cara. Eu tenho namorado!
- Mas ele não tá aqui!
- Mas eu amo meu namorado. Não vou beijar nem você nem ninguém.
- Mas faz de conta que eu sou o Vesgo (do programa Pânico na TV)
Deu uma desculpa qualquer e largou o mala falando sozinho.

Quase em frente ao caixa, perto do balcão, viu uma das garçonetes tentando desesperadamente convencer um sujeito de que não, ele não poderia pegar a garrafa de vodca e beber no gargalo. Com aquele bafo de posto de gasolina, dirigiu-se à musicista:

- Ei, era você que tava tocando! Toca uma pra mim?

- Em primeiro lugar: não vou tocar a primeira porcaria que me aparece na frente. Em segundo lugar: tenho namorado.

- Mentira! Eu sei que você quer me beijar!

- Não cara, na boa, não quero te beijar.

- Então eu vou te morder!

E não é que o imbecil pegou a mão dela e mordeu? Não chegou a machucar, mas não foi muito leve, não! Os amigos o levaram embora antes que o segurança da casa o fizesse. Pediram mil desculpas a ela que, sem acreditar no que aconteceu, disse apenas que tudo indicava que já tinha passado da hora de ele ir para casa.

Conseguiu pegar seu dinheiro e, aos trancos e barrancos, conseguiu sair do barzinho.