sábado, 6 de dezembro de 2008

Traduções medonhas - Astronauta de Mármore

Eis que volta Vânia Valerie (pronuncia-se "Valerrí), em edição especial, para tratar de uma das piores traduções do nosso cancioneiro do barzinho. A saga de como "Starman" de David Bowie, virou "O Astronauta de Mármore".

Era uma vez que os fãs de Bowie sentiram vergonha alheia... mas o fato é que a tal banda se deu muito bem, sendo esse um dos seus principais sucessos. Mas, porém, contudo, todavia, entretanto, esse não é um atenuante para a tradução criminosa que eles perpetraram.





O mais brando dos aspectos do crime é o clássico erro gramatical:


"Vou lembrar do tempo de ONDE eu via o mundo azul".



Crianças... "onde" é indicativo de lugar; para indicar tempo, usa-se QUANDO. Certo professor?





Correto, Vânia!



Mas como até Vinícius de Moares deixou escapar essa em "Regra 3" ("Onde menos vale mais" - o certo seria "Em que menos vale mais"), vamos considerar isso uma passagem amena.

A parte mais assustadora da tradução em si vem agora. Pergunto-vos, senhores: como é possível que a frase original traduzida "É impressionante que você o escute também" sofra uma metamorfose tão grotesca a ponto de virar:


"As nuvens queimam o céu, nariz azul"






De onde vem o azul do nariz?? Ainda se o nariz fosse vermelho, poderíamos dizer: "quem sabe é uma analogia a um palhaço?" ou até mesmo "ah, ele é primo do Papai Noel e brinca com a Rena do Nariz Vermelho", ou ainda, "pobrezinho, ele estava muito perto do sol no espaço, não passou Sundown e ficou com o nariz vermelho" ou até mesmo "coitado, ele queimou o nariz na mesma nuvem que estava queimando o céu".






Mas azul????

O astronauta enfiou o nariz no frizzer??? O nariz de mármore do astronauta foi pichado??? É um astronauta-calouro que levou um trote e pintaram seu nariz de azul???



Ah!!! Já sei!!!!!! Vou escrever pro Marcos Pontes e perguntar se o nariz fica azul no espaço - mesmo porque ninguém ouviu mais essa música do que ele antes de voar, cantada por várias criancinhas que foram obrigadas a decorar essa letra horrível e fazer bandeirinhas na aula de Artes.







UPDATE:


Diretamente do site do "Nenhum de Nós", a versão dos réus, quer dizer, da banda:


A canção "O astronauta de mármore" é uma versão para língua portuguesa de uma canção feita originalmente em inglês pelo músico britânico DAVID BOWIE. Como nós somos fãs dele, sempre gostamos de suas músicas e resolvemos fazer a versão como uma espécie de homenagem. A letra em português - que nós mesmos fizemos - fala sobre o Major Tom que é um personagem que o próprio Bowie criou no seu primeiro sucesso Space Oddity (1969). Ele é de fato um astronauta e o Bowie voltou a escrever sobre ele em outra canção: Ashes to ashes (1981). A música original do Astronauta de mármore chama-se Starman (1971) e não fala sobre o Major Tom, então nós resolvemos escrever por nossa própria conta um novo capítulo na vida deste astronauta. Na música Ashes to ashes o Bowie colocou o problema que o Major teve com as drogas. Nós apenas colocamos a nossa visão dele sobre este mesmo problema e a sua saída dele através da fé em algo superior. A volta do espaço trouxe a ele uma nova visão do homem e de sua importância. A nossa letra faz alusões poéticas à droga e seu uso e este caminho de redenção que o Major Tom encontrou.


E aí? Quem paga o pato?

Vou... mas volto! Nos próximos capítulos, tijolos poéticos de Carlinhos Brown.




74 comentários:

Barbara Bastos disse...

Oi, me chamo Barbara e sou blogueira com vc. Leio sempre as novidades do seu Blog. Seu conteúdo é show. Então como recebi o Prêmio Dardos, diga-se de passagem com muito entusiasmo e alegria, indiquei vc pra recebê-lo tb. Considere-se desde já contemplada. Agora vc deve copiar o logo do Prêmio (está no meu blog http://ideiasdebarbara.blogspot.com e fazer uma postagem com o logo, indicando 15 blog que merecem ganhar o prêmio dardos. Além disso, vc deve linkar o meu blog no seu. Não esqueça de avisar aos seus indicados, como eu estou fazendo.

Kiliano disse...

kkkkkkkkkkk muito bom!!! xD Nariz azul?

Ind Caroline x) disse...

oooi... ameeeei... aheuhaeuh
é ótimo desvendar coisas erradas.. ;D
eu te fiz um desafio, vai no meu blog e vÊ. é beem legaal

bjsatéapróxima

Aline Cristina. disse...

KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

Adorei, muito bom post !!!

O David Bowie deve ficar cego quando presta atenção na tradução de sua música...

Beijos !!!

Augusto Mota disse...

Tem uma do Cazuza que quando entregou a letra pro Ezequiel Neves ele encontrou um erro gramatical e falou pro Cazuza, que não aceitou gravar a música sem o erro. É a tal da licença poética.
Gostei muito do blog.

meus instantes e momentos disse...

Parabens pelo teu blog. Vim conhecer e achei tudo muito bom. Vai virar mania voltar aqui.
Maurizio

Naty disse...

xD
Eu gostava desta música quando eu tinha uns 4 anos. Achava legal o monte de coisas sem sentido q tinha nela. Parecia os meus pensamento desconexos. =D

Anselmo disse...

em "Vou lembrar do tempo de ONDE eu via o mundo azul".
discordarei do prof e da vânia pois acho que a licença poética é aceitável. A frase faz alisão a uma noção de tempo como o faria com a de espaço. Tipo: "Esse afrescos vieram da Idade Média" Idade Média mão é um local físico, mas na nossa visão de tempo, é como se fosse uma "casinha" entre "duas casinhas vizinhas". Bom acho que a explicação ficou péssima mas achei válida a frase do Nenhum de Nós. As outras realmente... rs
Abraços

Giovana Vincenzi disse...

Anselmo, agradeço o comentário, mas eu DUVIDO que isso seja licença poética e digo por que: a confusão se dá por causa do "mundo azul", que é uma referência de lugar e acabou puxando o "onde".

Acontece que o pronome não se refere ao "mundo azul" e, sim, ao TEMPO e, sendo tempo, o correto seria, sim, de QUANDO eu via o mundo azul.

Já para o "nariz azul" não tem salvação mesmo, né? :o)

Mas valeu MESMO a observação, tá?
E o Cordel tá sempre entre os prediletos da casa!

Beijão!

ewerton disse...

o interessante que o David Bowie tem conhecimento da versão, e há quem diga gostou muito e ficou super lisongeado pela homenagem feita por uma banda brasileira.

ewerton disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Uchoa disse...

Gente, não se trata (e isso é ululantemente óbvio) de uma tradução literal, e sim de uma versão da canção de Bowie, com extrema liberdade, inclusive. Por exemplo, o trecho que menciona "um machado pra quebrar o gelo", é tirada de "Ashes to Ashes"! Pode-se gostar ou não da versão dos gaúchos, mas daí a criticá-la como uma suposta tradução horrenda já é demais!

cassio disse...

Não sou médico, mas presumo que as pessoas possam ficar cianóticas com o frio. Não acham que é plausível que, sendo a vermelhidão conseqüência da circulação periférica, a cianose e os edemas seriam um estágio adiante (deficiência de circulação)?
Algum médico pode disser se é possível isso acontecer com os gaúchos, com algum morador de rua, por causa do frio que faz no RS? Claro que o frio de lá não se compara com 120 graus negativos no espaço.
Quanto ao uso da palavra ONDE, tenho certeza que eles conhecem a diferença de QUANDO. Também não sou professor de português, mas prefiro ter o entendimento de que eles quiseram dizer que iriam lembrar do tempo E de onde viam o mundo azul. Apenas omitiram a repetição de "vou lembrar".
Entretanto, concordo com o pessoal que faz referência à licença poética. Salvo melhor juízo.

black cat disse...

Na Apollo 13 um dos astronautas estava doente, resfriado,daí o
"nariz azul". E "de onde eu via o mundo azul", ou seja, de quando ele olhava da nave o planeta terra. Todas as frases tem um sentido. Fácil falar dos outros difícil e fazer e tornar-se conhecido.
Desculpe estranha eu voltei mais puro do céu.

admin disse...

Tadinha da Giovana Vincenzi, carente de atenção...

O FATO é que a VERSÃO fez muito sucesso, independente da sua opinião, que aliás, como todas as opiniões, não são importantes.

Grow up.

bruno disse...

bem, já que sabes tanto de traduções inglês e português, retira o terrível frizzer e colocar o freezer de onde ele nunca deveria ter saído...

Hokus Phokus disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Hokus Phokus disse...

Hahahaha, e não é NARIZ, é MATIZ.
"As nuvens queimam o céu MATIZ azul."
Não sei de ONDE você tirou o NARIZ.

Blog da BiiaH disse...

Bom... eu sei que se voc~e ver em qualquer site de letras vai estar escrito :``As nuvens queimam o céu, NARIZ azul...´´, mas o correto é: `` As nuvens queimam o céu, MATIZ azul! Dá uma pesquisada antes de postar...

Bruno Ot. disse...

Apesar de concordar com seus comentário pensando em gramática; tenho que dizer que, a poesia da música é arte, e está não precisa ser compreendida e nem fazer sentido. Assim com um quadro de arte, as vezes a gente pode até tentar entender, mas não faz mal, isso não o deixa menos feio.

Matheus disse...

É pra levar você a sério?

(Quanta defecada hein..)

Hoje em dia tá fácil, qualquer zé ninguém vomita palavras no teclado, achando que tem razão sobre coisas que a ignorância se mostra clara e absurda!

- Vergonha alheia - blog do barzINHO

mar_zf disse...

Pobre da nossa arte se todo compositor seguisse apenas o racional, o lógico e a GRAMÁTICA.
Que tal deixar de ser bitolada e apreciar um pouco mais a nossa arte?
Deixa o português correto para os jornais, matérias cientificas e tudo mais...
A ARTE NÃO SEGUE RESGRAS

FeboApollo disse...

Gente dá um desconto pra ela!
Ela não sabe de que está falando.

Soriedem disse...

A Arte não segue regras gramaticais ou estéticas. Por isso sempre é surpreendente.

Wilson Garcia disse...

Com sorte vamos acabar em nada.
Primeiro chutaram as bolas do rock.
Agora vem a castração!!!

O que mais virá depois da ausência de tudo aquilo que nos torna humanos.

Adeus ao amor, a arte, a poesia e aos romances...

Fiquem com Deus.

raphael disse...

uhauhauhauhauhauhauh
pqp!!nariz só se for agora pq desde q me conheço por gente é matiz...
é o q eu digo,falar sem saber sempre dá merda...
pesquisa antes por favorrrrrrrrrrr!!
abração e quando fizer um comentario melhor avise ..vlw

borges disse...

queria ter recebido uma carta assim tbm

MsSssssStériO disse...

Pô...
Quem é que falou que arte tem que fazer sentido. Arte é emoção,sentimento.Arte não pode ser desvendada,tem que ser apreciada,sentida.


PS: Atualmente existem bandas que podem ser criticadas bem mais que Nenhum de Nós.

Márcio disse...

Olá. Meu nome é Márcio

Há um erro gramatical nesta música:

"... Sempre estar lá e ver ele voltar..."

O correto seria utilizar o pronome oblíquo lo, já que este pronome funciona como objeto direto neste caso.

".. Sempre estar lá e vê-lo voltar..." seria o correto, e encaixaria perfeitamente na métrica da música.

Léo disse...

"vou lembrar do tempo de onde eu via o mundo azul" não está errado. Deve-se separar: Vou lembrar do tempo/ De onde eu via o mundo azul. Não é "quando". Ele se refere, como posso dizer, do "lugar" de onde ele via o "mundo azul". Ele lembra do tempo e lembra de onde ele via o mundo azul. Separe antes. E, concordo com o amigo que disse que tem muitas bandas pra se criticar do que Nenhum de Nós. Abraço.

Alex Gomez Sacra disse...

A autora do Blog óbviamente se esqueceu da "licença poética"...
E óbviamente não entendeu o sentido da versão...

professor kleber disse...

isso é uma jumenta...kkkkkkk não há nada errado nesta música.. coitada

Nataniéle Burguêz disse...

Concordo com todos que estão do lado da linda música do Nenhum de Nós. A letra e a melodia dessa músia são lindas e não vai ser uma blogueirazinha de meia tigela que irá denegrir a imagem de uma linda música.
Com certeza eres uma funkeira que adora as "letras" de funk.
Minha querida, vá ler um bom livro e ouvir boas músicas ao inves de ficas criticando bons cantores.

Sandro Gomes disse...

primeiramente... parabéns pela sua iniciativa de expor uma opinião. É sempre muito interessante termos personalidade para de fato colocarmos o que nossa alma compreende. Mas devemos sempre ser humildes e pesquisar mais a fundo sobre qualquer tema. Primeiramente, a liberdade poética nos permite realmente ir de encontro com a gramática. Termos como "te levar", "me empresta" são bem aceitos sim na poesia e na música, visto que a idéia de uma canção não é ser correto no todo como a escrita, mesmo porque, quem estuda de fato sabe que existem inúmeras formas de linguagem. E a poética nos proporciona essa liberdade.

E sobre o nariz azul... já imaginaram a visão do astronauta na "janela" da nave, olhando de fora dela, mas exatamente sobre o nariz nele, no vidro, o reflexo da terra, dando a impressão de um "nariz de palhaço" azul? é minha gente... arte é algo muito complicado pra muitos... a criatividade e manifestação do espírito é algo para poucos. Sucesso ae!!!

Carlota Vasconcelos disse...

"Versão" não é "Tradução", pra começo de história. E não é medonha, é simplesmente fabulosa. É uma poesia; você canta e não tem sensibilidade poética? É uma letra extraordinária.

Bianca Vaginelle disse...

De matar foi o "frizzer". Volta pro EJA, filha! Ou pra PUC.

Paulinho disse...

eu acho interessante sua opnião. Mas a música está sob a perspectiva de um Astronauta.. O céu representa a liberdade, o mundo azul. Para poder compreender você deve entender como um astronauta se sentiria vendo a terra do espaço, aquilo seria magnifico para ele. A música é poesia, composta por coisas que podem parecer não lógicas para os leigos. Eu acho que vocês são muito leigos, sou músico a quase oito anos e tenho duas bandas... Uma música é uma poesia, para se entender você deve se colocar no lugar. Pense como um Astronauta.

Joelison Freitas disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Joelison Freitas disse...

Ei Bianca, até aqui tu encomoda?! Vai arranjar o que fazer, flor!

Rafaella Leonel disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Rafaella Leonel disse...

Essa criatura nunca ouviu falar em licença poética, caso tu não saibas minha filha também usa-se em música, vai estudar mais antes de ficar criticando artistas maravilhosos que contribuíram muito para nossa cultura!!!

BANZAI! Brasil disse...

erros gramaticais todo mundo comete, até nosso ilustríssimo Vinicius de Moraes já cometeu, o negócio é identificar a importância por trás de cada letra, cada frase, pertencente a música, algo deve fazer algum sentido...

Amo esta música, me lembra meus tempos de adolescente onde as drogas estavam presentes em todos os lugares...

Adrian disse...

Meu Deus, isso é só uma musica. como o professor mesmo pode explicar,a musica serve como a tentativa de brincar com as palavras, mesmo com nexo e sem nexo, como na poesia, usamos termos corretos e incorretos.
Letra de música não se discute, e ainda reforço, você nunca ouviu falar de licença poética?
Foi isso que contribuiu para nossa cultura!

DogaoEliteBR disse...

O mais engraçado é ela se referir à uma 'versão' como uma 'tradução'. Já começou errado. Muito errado. Como pode uma cantora não saber disso? Lamentável.

Unknown disse...

Pessoal essa música ñ fala da visão de um astronauta dentro de uma nave no espaço.
Ela fala de um cara viciado em cocaína, houvi em uma rádio uma entrevista dos caras.
É uma viagem, mas não essa que vcs estão se referindo

VEJAM - As nuvens queimam o céu
Nariz azul (marca, queimadura da droga no nariz)

- Quero acordar
Do sonho agora mesmo // Oh! Oh!
Quero uma chance//De tentar viver sem dor... (sair da droga)

Vou chorar sem medo// Vou lembrar do tempo // De onde eu via o mundo azul...(antes da droga) e outras mais é só prestarem atenção na música

A minha manifestação aqui é sobre a interpretação da música e não a tradução.

Unknown disse...

houvi não o correto é ouvi

pixeltube silva disse...

Horrivel São vocês Vão estudar a musica antes de fazer um post sobre ela , Ele fica com nariz azul porque e um astronauta que se perde no espaço e fica congelado , E claro que o nariz dele e todo o corpo dele ia ficar azul ne?? Ou ficar amarelo , hahahaha Nehuma lei diz que eles tem que traduzir a musica de ingles para portugûes , Eles podem e tem o direito de editar parte das musica em versão portuguesa !! Se encherga Horrrivel são vocês!!! Odiei Blog

teste disse...

Parabéns pelo seu blog, muito legal mas, nessa do nariz azul você foi infeliz... Óbvio que não temos o nariz azul mas, música é assim mesmo, nem sempre segue uma regra, porém, não é nesse ponto em que você falhou. Eu sou dessa época e explico...

Mesmo saindo um pouco "fora" da história dessa melodia, em 1985 (e me lembro até o mês) a cocaína não estava mais passando por despercebida. Essa era uma gíria muito usada entre grupos de usuários, ("Tá com o nariz azul?") referindo-se ao estado da pessoa após consumo da droga - "Haaa doido, acho que tú tá com o nariz azul, tá muito alegrinho hoje..." - Ouvia isso direto, me lembro como se fosse hoje. É claro que a cocaína era e é branca, só que não queríamos que os outros soubessem do que estávamos falando, era papo de maluco para maluco, entende?

Sobre a nuvem, bom, eu realmente não sei nada sobre a canção só que quando era dito: "A tua narpa (narpa - nariz) azul tá queimando..." era por causa das vezes em que sangrava.

Em fim, isso começou em 1984, creio (presumo) que a banda adaptou isso para a melodia dessa forma por coincidir... De qualquer forma, esse termo veio antes da versão brasileira da música, disso, eu e muitos daquela época sabemos.

Priska disse...

Não é NARIZ AZUL, É MATIZ AZUL, MINHA GENTE.

Priska disse...

Sobre a letra errada. 'Onde' como já foi mencionado faz referência ao lugar 'mundo azul'e mesmo que não fosse isso é música, poesia, e que poesia!

Diego Mendes disse...

Bem, acho que no trecho "De onde eu via o mundo azul" o artista não está se referindo a uma questão de quando ele via e sim de fato o local de onde ele via. Sendo assim não existiria erro algum.

E no trecho "As nuvens queimam o céu matiz azul..." se encontra na rede letras onde se tem a palavra MATIZ e em outras onde tem NARIZ. De qualquer forma na década de 80 era muito como o uso da expressão "nariz azul" pelos usuários de cocaína.

Pessoal essa música não é uma tradução é uma VERSÃO em português... Me parece dor de cotovelo...

Fernando Santos disse...

Primeiro: não é tradução, é versão.
Segundo: é uma música, e não um artigo.
Terceiro: A música é muito linda!
Mas vc pode falar oq quiser, o blog é seu...
Abraços a todos....

Paulo Cesar Winckler disse...

O nariz pode se referir ao nariz de um foguete ou nave. Faltou imaginação na análise? As licenças poéticas são comuns na música os Beatles trocaram does por do sem a menor cerimônia e todo mundo adorou.

Antonio disse...

Bom a música original tbm nao fala muita coisa com coisa não, então não sei pq a crítica.

marcão disse...

Merda de blog, merda de "cantorazinha" de churrascaria de periferia e merda de opinião. Quem é essa pra falar de uma banda como o Nenhum de Nós? Se fosse tão boa cantora assim, não teria um blog, teria uma página oficial, se fosse tão boa como acha que é seria, no mínimo conhecida, mas, todavia, entretanto não é nada, aliás é sim, uma DESCONHECIDA.

Paulo Bardus disse...

Vânia, muito legal a m aneira como você escreve, mas te faço duas ressalvas:

Não vale a pena ser tão inflexivel à gramática quando se trata de poesia. Não digo pelo Vinícius ter errado - não o canonizo assim - mas sim pela desconstrução da norma culta, o que é por vezes natural aos poetas.

A segunda é tomar cuidado ao tentar interpretar essa tradução do Nenhum de Nós. Ela é carregada de mensagens cifradas e por vezes levamos séculos para descobri-las. Um exemplo é o "machado para quebrar o gelo", mais um verso de Ashes to Ashes sobre o qual já vi um porrilhão de gente usar como arma de ataque contra a tradução.

Afora isso, muito bom mesmo, bem divertido. Sou seu seguidor a partir de agora!

Fique em paz.

Paulo Bardus disse...

Vânia, muito legal a m aneira como você escreve, mas te faço duas ressalvas:

Não vale a pena ser tão inflexivel à gramática quando se trata de poesia. Não digo pelo Vinícius ter errado - não o canonizo assim - mas sim pela desconstrução da norma culta, o que é por vezes natural aos poetas.

A segunda é tomar cuidado ao tentar interpretar essa tradução do Nenhum de Nós. Ela é carregada de mensagens cifradas e por vezes levamos séculos para descobri-las. Um exemplo é o "machado para quebrar o gelo", mais um verso de Ashes to Ashes sobre o qual já vi um porrilhão de gente usar como arma de ataque contra a tradução.

Afora isso, muito bom mesmo, bem divertido. Sou seu seguidor a partir de agora!

Fique em paz.

Paulo Bardus disse...

Vânia, muito legal a m aneira como você escreve, mas te faço duas ressalvas:

Não vale a pena ser tão inflexivel à gramática quando se trata de poesia. Não digo pelo Vinícius ter errado - não o canonizo assim - mas sim pela desconstrução da norma culta, o que é por vezes natural aos poetas.

A segunda é tomar cuidado ao tentar interpretar essa tradução do Nenhum de Nós. Ela é carregada de mensagens cifradas e por vezes levamos séculos para descobri-las. Um exemplo é o "machado para quebrar o gelo", mais um verso de Ashes to Ashes sobre o qual já vi um porrilhão de gente usar como arma de ataque contra a tradução.

Afora isso, muito bom mesmo, bem divertido. Sou seu seguidor a partir de agora!

Fique em paz.

Paulo Bardus disse...

Vânia, muito legal a m aneira como você escreve, mas te faço duas ressalvas:

Não vale a pena ser tão inflexivel à gramática quando se trata de poesia. Não digo pelo Vinícius ter errado - não o canonizo assim - mas sim pela desconstrução da norma culta, o que é por vezes natural aos poetas.

A segunda é tomar cuidado ao tentar interpretar essa tradução do Nenhum de Nós. Ela é carregada de mensagens cifradas e por vezes levamos séculos para descobri-las. Um exemplo é o "machado para quebrar o gelo", mais um verso de Ashes to Ashes sobre o qual já vi um porrilhão de gente usar como arma de ataque contra a tradução.

Afora isso, muito bom mesmo, bem divertido. Sou seu seguidor a partir de agora!

Fique em paz.

Paulo Bardus disse...

Vânia, muito legal a m aneira como você escreve, mas te faço duas ressalvas:

Não vale a pena ser tão inflexivel à gramática quando se trata de poesia. Não digo pelo Vinícius ter errado - não o canonizo assim - mas sim pela desconstrução da norma culta, o que é por vezes natural aos poetas.

A segunda é tomar cuidado ao tentar interpretar essa tradução do Nenhum de Nós. Ela é carregada de mensagens cifradas e por vezes levamos séculos para descobri-las. Um exemplo é o "machado para quebrar o gelo", mais um verso de Ashes to Ashes sobre o qual já vi um porrilhão de gente usar como arma de ataque contra a tradução.

Afora isso, muito bom mesmo, bem divertido. Sou seu seguidor a partir de agora!

Fique em paz.

Paulo Bardus disse...

Vânia, muito legal a m aneira como você escreve, mas te faço duas ressalvas:

Não vale a pena ser tão inflexivel à gramática quando se trata de poesia. Não digo pelo Vinícius ter errado - não o canonizo assim - mas sim pela desconstrução da norma culta, o que é por vezes natural aos poetas.

A segunda é tomar cuidado ao tentar interpretar essa tradução do Nenhum de Nós. Ela é carregada de mensagens cifradas e por vezes levamos séculos para descobri-las. Um exemplo é o "machado para quebrar o gelo", mais um verso de Ashes to Ashes sobre o qual já vi um porrilhão de gente usar como arma de ataque contra a tradução.

Afora isso, muito bom mesmo, bem divertido. Sou seu seguidor a partir de agora!

Fique em paz.

Paulo Bardus disse...

Vânia, muito legal a m aneira como você escreve, mas te faço duas ressalvas:

Não vale a pena ser tão inflexivel à gramática quando se trata de poesia. Não digo pelo Vinícius ter errado - não o canonizo assim - mas sim pela desconstrução da norma culta, o que é por vezes natural aos poetas.

A segunda é tomar cuidado ao tentar interpretar essa tradução do Nenhum de Nós. Ela é carregada de mensagens cifradas e por vezes levamos séculos para descobri-las. Um exemplo é o "machado para quebrar o gelo", mais um verso de Ashes to Ashes sobre o qual já vi um porrilhão de gente usar como arma de ataque contra a tradução.

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Fique em paz.

Paulo Bardus disse...

Vânia, muito legal a m aneira como você escreve, mas te faço duas ressalvas:

Não vale a pena ser tão inflexivel à gramática quando se trata de poesia. Não digo pelo Vinícius ter errado - não o canonizo assim - mas sim pela desconstrução da norma culta, o que é por vezes natural aos poetas.

A segunda é tomar cuidado ao tentar interpretar essa tradução do Nenhum de Nós. Ela é carregada de mensagens cifradas e por vezes levamos séculos para descobri-las. Um exemplo é o "machado para quebrar o gelo", mais um verso de Ashes to Ashes sobre o qual já vi um porrilhão de gente usar como arma de ataque contra a tradução.

Afora isso, muito bom mesmo, bem divertido. Sou seu seguidor a partir de agora!

Fique em paz.

Bruno disse...

É "Matiz Azul" :/ por causa do céu

Márcio Goes disse...

Creio que seja uma metáfora:'As nuvens queimam o céu, nariz azul"... Compara o céu com um nariz queimado pela ação do sol, que transpassa as nuvens e, como o céu é azul a nossos olhos, é dado a mesma cor para o nariz metafórico queimado em questão... É a única explicação poética que acredito ser mais viável... hehehe

Misael Fernandes Souza disse...

o nariz azul quer dizer que quando q nave sai do espaço e entra na atmosfera terrestre a nave pega fogo e fica com o nariz azul, interpretação é tudo...

Fabiano Alves disse...

Afinal a discurção tem a função de engrandecer o David por ele ser estrangeiro( digo de passagem que pra nós a letra original tem um sentido cultural diferente da nossa,embora eu não goste da tradução) ou diminuir a versão do nenhum de nós,cuidado entendidos...

Junair Santos disse...

Essa música e linda ela e perfeita fico pesando se hoje em dia se tem algum cantor que faz uma letra dessa não critiquem só ouve a bela musica

erika andreza disse...

No site vagalume.com.br
está escrito "As nuvens queimam o céu
matiz azul" nos outros sites aparece "nariz azul".Vou ouvir melhor a música para saber o que ele diz

Nonsense disse...

Não se trata de uma TRADUÇÃO, mas sim de uma VERSÃO, que em face da letra original, destoa completamente, porém, como música pop, tem seu valor e fez muito sucesso. A banda não prima pelas suas letras, isso desde sempre, mas sim pela sua música.

Quanto a parte por você criticada, "Vou lembrar do tempo de ONDE eu via o mundo azul"., o ONDE cabe, pois pode ser compreendido como o LUGAR NO TEMPO; ou pode ter sido só mais um erro grosseiro da grande maioria dos textos escritos em nossa língua.

Depois leio mais o seu blog.

Dedos & Arte disse...

astronauta de marmore não e uma tradução mas uma versão que so usa a melodia a letra nao tem nada haver com a original, astronauta conta a historia de um cosmonauta russo que morreu na reentrada da sua nave é uma historia verdadeira , esse cosmonauta sabia que a missão seria mortal mas se recusasse a tarefa seria direcionada a seu amigo o cosmonauta gagari , para evitar que este morresse ele não pode recusar , é uma letra inteligente e brilhantemente escrita pena que a maioria não conhece esta historia e fica inventando ou criticando , gente ignorante é assim mesmo fazer o que? ne!

Unknown disse...

Interpretação de texto é algo particular pra cacete… Eu entendo que"vou lembrar do tempo de onde eu via o mundo azul" se refere a Space oddity, onde o major tom estava a flutuar pelo espaço e diz que o planeta terra é azul e não ha nada que ele possa fazer, ou seja o onde refere-se ao tempo(sim, ao tempo) em que ele estava no espaço… ja nariz azul( deve ser pela cocaína hehe) nao tem desculpa mesmo.

Abraços.

Andrade disse...

Essa música é linda ela faz referência a corria aero espacial e usa termpos muito complexos para pessoas como vc entender sabe...

Wilbor Francisgleidison disse...

a licença poética é totalmente aceitável(..vou lembrar do tempo...) e, apesar de não ser fã do Nenhum de Nós, foi mal... mas sua versão humilha o original Starman, que possui uma letra original muito simplória e infantil... Enfim, existem exceções e "Astronauta de Mármore" é uma das boas. Abraços